• Bruno Lobão

Pré-jogo: Delfín x Palmeiras


Foto: Reprodução/Twitter

Fazendo sua estreia no mata-mata da Libertadores, o modesto Delfín, do Equador, enfrentará o Palmeiras nas oitavas de final do torneio mais cobiçado da América. Em sua terceira participação, a equipe fundada há apenas 31 anos avançou na fase de grupos com a segunda pior campanha geral, somando apenas sete pontos nas seis partidas que fez. Caiu no Grupo G com Santos, Defensa y Justicia e Olímpia, e conseguiu a classificação apenas na reta final da última rodada.


O Palmeiras, na época dirigido por Vanderlei Luxemburgo, disputou o Grupo B com Bolívar, Tigre e Guaraní-PAR, e saiu invicto. Foram 5 vitórias e 1 empate, 16 pontos conquistados e melhor classificação da primeira fase da competição. Marcou 17 gols e sofreu apenas 2, herdando o posto de segundo melhor ataque e segunda melhor defesa.


FICHA TÉCNICA


Jogo de ida: Delfín x Palmeiras Data: quarta-feira, 25 de novembro Local: Estádio Jocay Horário: 19h15 Transmissão: Fox Sports Jogo de volta: Palmeiras x Delfín Data: quarta-feira, 2 de dezembro Local: Allianz Parque Horário: 19h15

Transmissão: Fox Sports


ESTATÍSTICAS NA TEMPORADA


O Delfín não faz um bom ano. Mesmo com a história classificação na Copa Libertadores, a equipe equatoriana passou por uma reformulação recentemente, e a principal mudança foi a troca no comando técnico: Carlos Ischia deixou o clube e Miguel Ángel Zahzú assumiu, na esperança de melhorar o desempenho dentro de campo. Somando todas as competições, o "golfinho" atuou em 31 partidas na temporada - venceu 9, empatou 8 e perdeu 14. Ocupa a 13º posição no segundo turno do Campeonato Equatoriano, e vem de derrota contra o Emelec, por 3 a 2. Até aqui, tem um aproveitamento de apenas 37,63%, o que escancara a má fase vivida pelo clube.


Embalado pela sequência de vitórias recente, o Palmeiras, agora com Abel Ferreira, tem bons números na temporada. Com Luxa, o desempenho não agradava, mas mesmo assim a equipe conseguiu erguer o título Paulista e encerrar a primeira fase da Libertadores com a melhor campanha geral. Semifinalista da Copa do Brasil e no G-6 do Brasileiro, o Verdão realizou 47 partidas no ano até aqui, com 25 vitórias, 15 empates e apenas 7 derrotas, aproveitamento de 63,8%.


COMO JOGAM


Pouca posse de bola, futebol defensivo e contra-ataque. Essas são as principais características do Delfín, equipe que menos finalizou na primeira fase da Libertadores. Miguel Zahzú costuma armar o time no 4-4-2, com os meias Noboa e Julio Ortiz ocupando a faixa central do campo, Janner Corozo e Oscar Benítez pelas pontas e Garcés junto com Juan Rojas no comando de ataque.


É uma equipe que consegue uma rápida recomposição, marcando sempre atrás da linha da bola. Em partidas fora de casa, geralmente tem dificuldades na criação de jogadas, e por isso utiliza o chute de longe como uma das armas. Porém, sem muita eficiência. Pelo nível do adversário, deve jogar recuado os 180 minutos, tentando segurar o empate à todo custo para levar a decisão para os pênaltis.

Prováveis escalações de Delfín (esq.) x Palmeiras (dir.) - Via: TacticalPad

Com o português Abel Ferreira no comando, o Palmeiras tem apresentado um futebol de alto nível. O estilo de jogo da equipe paulista varia de acordo com o adversário, mas sempre priorizando a organização do time dentro de campo. Costuma utilizar diversas formações táticas, sendo o 3-5-2 sua preferida.


Com a bola, gosta de intensidade, troca de passes e um ataque com muita movimentação, dispondo-se bastante das ultrapassagens de seus alas. Na fase defensiva, geralmente alterna a marcação em blocos médios e altos, fazendo uma forte pressão na saída de bola do adversário. Uma das principais características é a compactação das linhas e a rápida recomposição, criando situações para a roubada de bola em velocidade antes do último terço do campo.


Em suma, é um trabalho extremamente promissor, com ideias muito bem elaboradas e um padrão de jogo bem definido. O que pode prejudicar o Verdão nesse duelo é a quantidade de desfalques, já que na última rodada 21 atletas do elenco principal estavam indisponíveis para o jogo contra o Goiás.


DESTAQUES

Foto: Reprodução/Twitter

Um dos maiores ídolos e capitão da equipe, Carlos Garcés é o destaque do Delfín no ano. O atacante de 30 anos nasceu na cidade de Manta, e já está em sua quarta temporada com a camisa azul e amarela. É o artilheiro da equipe equatoriana, com 10 gols marcados.


No lado paulista, Raphael Veiga é quem vem se destacando. O meia alviverde marcou 7 gols nas últimas 7 partidas, retomando a boa fase dos tempos de Coritiba, e talvez esteja hoje em seu melhor momento na carreira. No entanto, o camisa 23 é desfalque certo no jogo de ida, já que foi recentemente diagnosticado com COVID-19. Marcou 12 vezes nas 29 partidas que disputou em 2020, assumindo a titularidade como armador da equipe palmeirense.


ANÁLISE DO CONFRONTO


O Palmeiras entra como amplo favorito para o duelo. Mesmo com muitos desfalques por lesão e COVID, o Verdão tem um elenco superior, vive um momento melhor e tem mais tradição na competição continental, a famosa "camisa pesada". Pelas dificuldades de logística e pelo grande número de ausências no plantel, pode ser que tenha trabalho no jogo de ida, fora de casa, mas nada que deva ameaçar a classificação. Jogando no Allianz, a tendência é que controle a partida e consiga a vitória sem sustos, como fez em todos os jogos da Libertadores até o momento. A equipe equatoriana se mostrou bem limitada tecnicamente, com pouco repertório ofensivo e muitas fragilidades na parte defensiva, e por isso não deve ser párea para o Palmeiras de Abel Ferreira.


HISTÓRICO DAS EQUIPES

Este será o primeiro duelo entre Delfín e Palmeiras na história. Não há registros de partidas em torneios CONMEBOL entre as duas equipes.

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