O impacto da pandemia na arrecadação dos clubes


  • Estudos apontam que os impactos da pandemia devem afetar significativamente e causar perdas consideráveis aos times, podendo retardar o crescimento financeiro até 2024.


Foto: Vincenzo Pinto| AFP.


Após sete meses de pandemia, é do conhecimento de todos que a mesma tem impacto no esporte em sua totalidade e no futebol não é diferente.


Um estudo produzido World Football Summit (WFS) em conjunto com a empresa SPSG Consulting, alertou recentemente que os impactos são grandes e que podem perdurar até 2024. Isso porque, diferente do que a maioria pensa, o choque vai muito além da arrecadação com o público, que por si só já geraria grande perda financeira.


"Se o esporte não consegue encher estádios e perde publico físico, o patrocínio pode eventualmente não ser tão atrativo para as empresas. Além disso, as marcas também podem ter de ajustar os seus orçamentos de marketing em conformidade, encerrando negócios antes do programado ou cortando investimentos de patrocínio", alerta a WFS.

Pensando nisso, as instituições futebolísticas, como a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e a Associação de Clubes Europeus (ECA), resolveram fazer uma projeção do quanto todo esse momento pode afetar o futebol.


Segundo o levantamento da ECA, a pandemia de COVID-19 pode gerar um prejuízo de 4 bilhões de euros para os clubes europeus e que a temporada 20/21 seria ainda pior que a última no aspecto financeiro.


" O impacto negativo é de ao menos 4 bilhões de euros no faturamento , e de 3,1 bilhões de euros de Ebitda (lucro operacional bruto), sem incluir o mercado de transferências de jogadores que deve cair entre 20 e 30%", disse Andrea Agnelli, presidente da ECA e da Juventus.

Em vista dos acontecimentos, as instituições nacionais já discutem estratégias para conter os agravantes de uma possível crise financeira, para que clubes de menor expressão não sofram falência. Um exemplo é o da Premier League, que desde já discute uma redistribuição dos valores pagos pelas cotas de TV entre os clubes de todas as divisões do campeonato inglês.



Foto: Richard Ducker.


Se até os grandes clubes europeus serão afetados por essas dificuldades financeiras, no Brasil não será diferente. Um estudo feito pela Ernst & Young (EY), concluiu que os clubes brasileiros devem perder pelo menos 1,3 bilhão de reais e que isso deve acentuar ainda mais o abismo entre os times mais organizados do país para o restante. A pesquisa ainda diz que as rendas serão de 22 a 32% menores que em relação ao ano passado. Em relação às receitas do mercado de transferências, a perda chegaria a uma porcentagem de 28%, caindo de 1,6 bilhões para 1,2 bilhões.


"Quem não se preparou, quebrou! A crise vai acelerar o que ocorreria em três anos", alertou a empresa.

Mesmo com tudo isso, Alexandre Rangel, consultor da EY por dentro do estudo, tranquilizou as torcidas de Palmeiras, Flamengo e Grêmio, que em sua opinião são os clubes mais organizados no país, além deles São Paulo, Corinthians e Bahia podem se tranquilizar e agradecer ao grande número de adeptos, que salvam os clubes mesmo eles vivendo uma situação mais complicada que os anteriores.


Na visão do consultor, clubes como Fortaleza e Ceará tem capacidade suficiente de enfrentar a turbulência, isso porque mesmo tendo receitas menores, suas dívidas e custos são menores. Finalizando, ele completa que a situação do Atlético-MG é uma incógnita, pois o clube vive uma situação ruim, no entanto, contém injeção de dinheiro externo.


Leia Também:


Times com pouca mídia e muito futebol

https://www.onagaveta.com.br/post/times-com-pouco-m%C3%ADdia-e-muito-futebol


As consequências de trocar de técnico no Brasileirão

https://www.onagaveta.com.br/post/as-consequ%C3%AAncias-de-trocar-de-t%C3%A9cnico-no-brasileir%C3%A3o


Sul-Americana 2020: Confira a análise dos confrontos brasileiros

https://www.onagaveta.com.br/post/sul-americana-2020-confira-a-an%C3%A1lise-dos-confrontos-brasileiros-no-torneio



0 comentário