O futebol nem sempre se ganha no grito das arquibancadas

Muito comum no futebol e demais esportes, o "minuto de silêncio" tem sua versão de origem mais aceita em 1912, em Portugal, e com participação brasileira. Segundo o que se conta, a morte do Barão do Rio Branco, ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil, foi o marco da tradição que mais pra frente, chegaria ao esporte. O estadista, que foi responsável pela demarcação das fronteiras brasileiras, sobretudo tendo contribuído na anexação do estado do Acre, foi homenageado pelo Senado português em um respeitável silêncio de alguns minutos. Desde então, o rito passou a ser adotado pelo resto das casas legislativas da Europa até adentrar na cultura dos estádios de futebol. Universalmente, a ocasião passou a ter duração de um minuto.


A tragédia do voô LaMia 2933 que vitimou a delegação da Chapecoense, em território boliviano, uniu o mundo da bola num perfeito gesto de Fair-play, respeito e humanidade. Antes das partidas começarem, jogadores do mundo todo prestaram um minuto de silêncio em memória às vítimas do acidente. Estavam à bordo 77 pessoas e 71 morreram dentre jogadores, comissão técnica, jornalistas e convidados.



Jogadores do Barcelona e Real Madrid prestando suas homenagens às vítimas do acidente que aconteceu com time da Chapecoense em 2016 Foto:AFP/Divulgação
Jogadores do Barcelona e Real Madrid prestando suas homenagens à Chapecoense em 2016 Foto:AFP/Divulgação

Há três anos, parte dos torcedores turcos vaiaram o minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos atentados terroristas em Paris antes do amistoso sem gols entre Turquia e Grécia. O ocorrido foi duramente reprovado por alguns setores da mídia esportiva internacional que trataram a reação local como conivência aos recentes ataques jihadistas na Europa.

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