As cinco piores contratações do futebol brasileiro

Atualizado: 8 de Set de 2020

Dentro do mundo da bola, a janela de transferências certamente é uma das coisas que mais mexe com o sentimento do torcedor. Quem não fica “pilhadaço” com a notícia que um craque vai jogar no seu time? Mas nem sempre essa expectativa é correspondida, e o @Ngaveta trouxe as 5 piores contratações do futebol brasileiro na última década.


5) Ronaldinho – FLUMINENSE

Foto: Bruno Haddad/ Fluminense


Associar o nome de Ronaldinho a palavra “pior” nunca é comum, mas nesse caso foi inevitável. O craque que foi eleito duas vezes o melhor jogador do mundo chegou ao Fluminense em julho de 2015, após jogar no Querétaro, do México. O meia veio à custo zero, mas com um salário fixo de cerca de R$ 400 mil mensais. A torcida tricolor logo se encheu de expectativas, tanto que as camisas 10 com nome do jogador eram as mais vendidas nas Laranjeiras. No dia de sua apresentação, antes do clássico com o Vasco, os torcedores lotaram o Maracanã com direito a mosaico para reverenciar R10. Mas com a bola no pé, Ronaldinho passou longe de corresponder a expectativa da torcida. Com a camisa do Flu, ele disputou apenas nove partidas e não fez gols ou deu assistências. Após 3 meses, o meia pediu dispensa do Tricolor – e nunca mais voltou a atuar profissionalmente.


4) Wesley – PALMEIRAS

Foto: Getty Images


Em 2012, quando o Palmeiras vivia outra realidade (sem patrocínio investindo alto no clube), era necessário criatividade para montar o elenco. Com constantes problemas de atrasos salariais e dívidas, o alviverde precisava de uma boa estratégia para ir ao mercado. A grande ideia, trazida pelos dirigentes da época, foi lançar uma campanha online com intuito de arrecadar R$ 21 milhões para contratar o meia Wesley. Mas a ação fracassou, os torcedores arrecadaram apenas R$ 630 mil (cerca de 3% do valor esperado), e mesmo assim o Verdão não desistiu do jogador, que conseguiu viabilizar o negócio através de um acordo com alguns investidores que ajudaram a financiar a compra do atleta. Durante sua passagem, Wesley foi um dos mais criticados pela torcida por apresentar um péssimo futebol e não demonstrar raça nas partidas em que atuou. Jogando entre 2012 e 2014, ele marcou 13 gols em 102 jogos. Mas o pior ainda estava por vir. Em 2018, os empresários que financiaram a primeira parcela da negociação cobraram R$ 2,7 milhões do Palmeiras na justiça, alegando que o time paulista não cumpriu o combinado. Apesar de ter jogado apenas três temporadas, o meio-campista causou muita dor de cabeça ao clube.


3) Cueva – SANTOS

Foto: Getty Images


No ano passado, o Santos embalado na “onda” do treinador Jorge Sampaoli, trouxe alguns jogadores gringos para compor o elenco. Soteldo, por exemplo, foi uma ótima aposta da diretoria. Só que outro nome pedido pelo técnico argentino foi de Cueva, meia que já havia jogado no São Paulo e colecionava polêmicas. Logo, o time da baixada santista contactou o Krasnodar, da Rússia, e firmou um acordo de compra do jogador por 7 milhões de euros (valor que ainda não foi pago ao clube russo). Em campo, o peruano jogou 16 vezes e não marcou gols. No início de 2020, o meia pediu rescisão contratual e foi para o Pachuca-MEX. A equipe brasileira entrou com um pedido na Fifa e pediu uma indenização por alegar que o jogador deixou o time sem justificativas. O processo segue em análise. Apesar do imbróglio, o peruano jogou apenas 49 minutos pelo clube mexicano e já trocou de time novamente. Dessa vez, ele foi se aventurar no Yeni Malatyaspo, da Túrquia.


2) Alexandro Pato – CORINTHIANS

Foto: Divulgação/ Corinthians


Voltando um pouco no tempo, em janeiro de 2013, não havia torcedor no mundo mais feliz que o corintiano. O Timão havia acabado de se sagrar campeão do Mundial de Clubes, diante do Chelsea, em dezembro do ano anterior. O clube vivia o ápice de sua hegemonia. Em razão disso, a diretoria corintiana resolveu dar mais um presente para a torcida. O atacante Alexandre Pato, que estava no Milan, foi contratado por R$ 40 milhões. Mas as coisas não deram certo, o jogador foi muito abaixo e não estava na mesma sintonia do time comandado por Tite. Pela Copa do Brasil, diante do Grêmio, Pato teve o episódio mais marcante que colaborou para sua saída. Com responsabilidade de bater o último pênalti, o jogador precisava marcar para manter o Corinthians na disputa. Só que ele bateu fraco, de cavadinha, o que facilitou ainda mais para o goleiro Dida. Sem clima nenhum no Parque São Jorge, Pato foi trocado pelo meia Jádson, que estava no São Paulo. Mesmo com a transferência para o Tricolor, o Timão seguiu pagando parte do salário (cerca de R$ 350 mil) do atacante. Pelo Corinthians, Pato marcou 17 gols em 63 jogos.


1) Leandro Damião – SANTOS

Foto: Gazeta Press


Após perder Neymar em 2013, o Santos esperava trazer um jogador para suprir a ausência do craque na temporada seguinte. A cúpula santista foi atrás de Leandro Damião, atacante que surgiu de forma avassaladora no Internacional, decidindo inclusive final de Libertadores. Só que o jogador já vinha de uma temporada bem abaixo, com constantes lesões – que o afastaram da Copa das Confederações realizada no Brasil. Mesmo assim, o Peixe recorreu ao fundo de investimentos Doyen e pagou R$ 42 milhoes ao Colorado. Como já vinha em queda, Damião não chegou nem perto de agradar a torcida santista dentro de campo. Faltava ritmo, técnica, vontade e qualidade. Pelo clube, ele marcou 11 gols em 44 jogos. A decepção era enorme, não só pelo desempenho, mas porque o atacante é (até hoje) o maior investimento do clube. Além disso, para piorar, sua saída foi conturbada. Em briga judicial com o Santos, LD9 moveu uma avalanche de ações na Justiça do Trabalho em busca da rescisão por conta de salários atrasados. Em 2016, as partes entraram em acordo. Mas para piorar, o pesadelo ainda não havia acabado, o fundo Doyen que financiou o negócio, ao ver que o Santos jamais cumpriria o contrato voluntariamente, também foi à Justiça. E cobrou R$ 74 milhões – R$ 32 milhões a mais do que tinha investido para colocar Damião na Vila Belmiro.

A trégua foi alcançada apenas em dezembro de 2017, quando o Santos se comprometeu a pagar 23 milhões de euros (R$ 88 milhões quando o acordo foi celebrado) ao fundo.

Para deixar claro, os critérios utilizados foram: investimento, alta expectativa da torcida e rendimento baixo.

Leia também:

Os melhores times do Brasileirão 2020

https://www.onagaveta.com.br/post/os-melhores-times-do-brasileirão-2020


5 jogadores brasileiros que jogam por outras seleções

https://www.onagaveta.com.br/post/thiago-alcantara-e-mais-quatro-jogadores-que-jogam-por-outras-sele%C3%A7%C3%B5es


A equipe da oitava rodada do Campeonato Brasileiro do Na Gaveta

https://www.onagaveta.com.br/post/a-equipe-da-oitava-rodada-do-campeonato-brasileiro-do-na-gaveta

0 comentário