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As cinco melhores contratações do futebol brasileiro

Como medir se uma contratação foi boa ou ruim? Obviamente o jogador precisa render títulos para o clube que o contratou e se possível sair por uma boa quantia de dinheiro. Mas nem sempre o legado de uma grande contratação se mede por títulos e pela venda. Por isso, o Na Gaveta vem listar as cinco melhores contratações do futebol brasileiro, levando em consideração títulos, desempenho individual, identificação com o clube, legado e a venda. E também só levamos em conta jogadores que já encerraram as suas passagens por seus clubes.


5 – Fred

Fred ganhou em três temporadas 50% dos títulos brasileiros do Fluminense. Reprodução: Ge

Após um início promissor no Cruzeiro e no Lyon, Fred se viu numa relação difícil com os companheiros, com a diretoria do clube francês e com o treinador. Então, decidiu voltar ao Brasil e o destino estava no mesmo estado onde o atacante passava seu carnaval. Vindo do título da Copa do Brasil e de um vice campeonato na Libertadores, o Fluminense foi o escolhido pelo mineiro. O primeiro ano foi de altos e baixos. De vice da Sulamericana até uma arrancada histórica salvando o clube do rebaixamento.


Em 2010, começou as glórias com o título brasileiro que não vinha desde 1984. Em 2012, mais um Brasileiro e o Campeonato Estadual. Sua passagem se encerrou em 2016, com o clube afundado em dívdas e sem o patrocínio da Unimed. Fred saiu por não querer ser um peso para o Fluminense, que pagava mensalmente R$ 800 mil ao atacante, algo extremamente maléfico para o time das Laranjeiras. Fred deixou o Fluminense como o 3º maior artilheiro do tricolor, com 172 gols em 288 jogos, além dos títulos conquistados. O atacante é, sem dúvidas, o maior ídolo de gerações inteiras da torcida tricolor.


4 – Ronaldinho Gaúcho

Ronaldinho foi o primeiro jogador a ganhar a Libertadores e a Champions. Reprodução: Twitter

Quem imaginaria em maio de 2012 que Ronaldinho Gaúcho e o Atlético Mineiro venceriam a Libertadores de 2013? Após uma saída conturbadíssima do Flamengo por conta de salários atrasados, o R10 estava em baixa e longe das suas grandes atuações, mas o Galo se aproveitou e contratou o jogador. Melhor do mundo duas vezes, o atleta afirmou na sua apresentação que daria a volta por cima e cumpriu com a sua palavra.


Vice brasileiro em 2012, o craque viveu seu auge no Brasil em 2013, conquistando o Campeonato Mineiro e a primeira e única Libertadores do clube alvinegro, que estava há 15 anos na fila de um título importante. No ano seguinte, participou do título da Recopa sobre o Lanús antes de sair do clube. Ronaldo deu aos atleticanos algo inédito e marcou uma nova era do de títulos no clube e como protagonista no futebol brasileiro, fato que não ocorria desde o final da década de 1990.


3 – Garrincha

Garrincha e Botafogo é sem dúvidas uma relação eterna. Reprodução: Pinterest

Diz à história que em certo dia no ano de 1953, um ponta magrelo e de pernas tortas chega do Serrano, clube de pouquíssima expressão no Rio de Janeiro, para fazer testes no Botafogo, o segundo clube com mais títulos estaduais. O atacante teria a marcação de Nilton Santos, um dos melhores defensores da época. O jovem deu um baile tão grande que no intervalo Nilton Santos entrou na sala do presidente aos berros dizendo “Presidente, contrate esse jovem agora porque eu não quero mais levar dribles dele.” O tal jovem nada mais nada menos era Garrincha.


Falar dos 18 títulos em 15 anos ou dos 245 gols em 612 jogos é muito pouco para a história de Garrincha no Botafogo. É impossível falar de um sem citar o outro, os dois estarão atrelados até o fim dos tempos. Para muitos, o Anjo das pernas tortas é o maior jogador que vestiu a camisa alvinegra e o jogador mais lembrado quando dizemos o nome do clube. O oitavo maior jogador do século XX fez história em General Severiano, mesmo não conquistando a Libertadores e os torneios nacionais que antecederam o Brasileirão. A maior era do Glorioso passa pelas pernas tortas de Mané Garrincha.


2 – Paulo Nunes

Além dos títulos, paulo Nunes foi um dos maiores carrascos do Inter. Reprodução: Grêmio

É difícil escolher aonde Paulo Nunes foi melhor, foi no Grêmio ou no Palmeiras? Porém, com certeza a contratação do Grêmio foi melhor que a do clube alviverde. O goiano fez parte de uma geração muito promissora do Flamengo, vencendo a Copa São de Futebol Júnior em 1990, o Estadual de 1991 e o Brasileirão de 1992. Porém, a diretoria rubro-negra vendeu todos os jovens por um baixo preço. O clube gaúcho aproveitou e contratou o Diabo Loiro.


O atacante chegou em 1995 e saiu no meio de 1997 e nesse período marcou 70 gols em 144 jogos, sendo peça fundamental nos títulos da Libertadores de 1995, do Brasileirão de 1996, da Recopa de 1996, do Gaúchão em 1995 e 1996 e da Copa do Brasil de 1997. Além disso, Paulo Nunes foi o Bola de Prata do Brasileirão de 1996 e artilheiro do campeonato nacional e da Copa do Brasil de 1997. Sua passagem se encerrou com a venda do atleta por 10 milhões de dólares, com o Grêmio recebendo 40% desse valor. Até hoje o atacante é reverenciado pelos os azuis de Porto Alegre, deixando a sua marca na lendária camisa 7 do Grêmio.


1 – Juninho Pernambucano

Contra o River Plate sensacional, gol do Juninho, Monumental... Reprodução: Netvasco

Vila Belmiro, 26 de agosto de 1995. Na terra do Rei Pelé, surgia mais um rei no futebol brasileiro, mas dessa vez ele reinaria na Colina Histórica. Jogando em alto nível pelo Sport e indicado pelo zagueiro tetracampeão Ricardo Rocha, Juninho desembarcou em São Januário em 1995, mas o início foi difícil. Mesmo se destacando, o Vasco não tinha um time competitivo e o meia ficava insatisfeito.


Tudo mudou em 1997, quando o clube começou a montar um esquadrão e venceu o Brasileirão daquele ano, com Edmundo como peça fundamental e o meia o abastencendo com sua bela visão de jogo e seu passe qualificado.


Dono do meio de campo, o camisa 8 sofreu uma lesão no início de 1998, porém conseguiu retornar nas fases finais da Libertadores e fez o gol mais lembrado de toda a sua carreira. Contra o River Plate no Monumental, Juninho acertou uma falta de longe e pôs o Vasco na final da Libertadores, que seria conquistada contra o Barcelona.


Chamado de Reizinho da Colina, o pernambucano ficou até Janeiro de 2001 e conquistou ao todo uma Libertadores, dois Brasileiros, uma Mercosul, um Rio-São Paulo e um Estadual. Saiu de graça para o Lyon ao entrar na justiça contra o clube, por não receber salários. Voltou em 2011 e se despediu do futebol em 2013, na partida entre Vasco e Santos. Juninho Pernambucano é lembrado em várias músicas da torcida cruzmaltina, sendo peça principal em uma delas. O rei é reverenciado em São Januário, deixando claro que é um dos maiores ídolos do Vasco da Gama.


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