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A importância das categorias de base no futebol brasileiro

Iniciar esse texto dizendo o quão importante e o quão grandiosa é a escola brasileira no futebol é desperdiçar o seu tempo e encher mais ainda o texto. Com o futebol virado um produto midiático, lá nos anos 1980, vemos os craques brasileiros indo embora cada vez mais cedo. Somado a má gestão dos clubes, assistimos jogadores brilharem no exterior sem mesmo terem anos jogando aqui, como o caso de Roberto Firmino.

Roberto Firmino não jogou duas edições do Brasileirão antes de ir embora para a Alemanha. Reprodução: Lance!

O resultado final desse processo de décadas chega a jogadores que são muito jovens atuando no futebol profissional e sendo vendidos ou decepcionando a todos que criavam uma expectativa em cima do atleta.

Um dos casos mais recente é do atacante Lincoln, do Flamengo. O atleta subiu para o profissional em 2017, quando tinha 16 anos. Atuou muito pouco no sub-20 e demorou para engrenar no profissional, muito por conta dos poucos minutos que ele tinha. Hoje, o garoto sofre criticas públicas de dirigentes do Flamengo, que querem vender o jogador.

Lincoln tem mais criticas do que minutos em campo. Reprodução: Extra

A transição do sub-17 para o sub-20 é extremamente importante pois engloba vários aspectos. O primeiro é a consciência tática que o jogador absorve na categoria, tendo noção de seu posicionamento sem a posse da bola. O segundo aspecto é como o jogo ocorre. Muito mais rápido, mais dinâmico e mais físico, os atletas começam a entender como se dever tocar a bola, quando correr e como correr, quando usar a sua explosão e o quanto deve usar de força nos chutes, passes e dividias. Porém, o mais importante são os minutos em campo que eles têm. Com mais minutos atuando nas partidas, mais os jovens tendem a se desenvolver e aprender a lidar com essa transição.

Thalles encantou a torcida, mas a sua irregularidade faz com o que o garoto sofra muita pressão. Reprodução: UOL

Vemos muito jovens talentosos atuarem no Brasil com alta expectativa, mas se queimando perante a imprensa e ao público e deixando de atuar frequentemente. Entretanto, essas alternâncias são normais na carreira dos jogadores, o auge dos atletas normalmente vem aos 24 anos, e a regularidade nas atuações começa por volta dos 22 anos.

A base no Brasil é usada de forma errônea, como vitrine para futuras vendas e alivio no caixa do clube. Enquanto isso for a regra, o cenário não mudará e veremos os nossos jogadores se desenvolvendo na Europa e não tendo boas passagens por clubes brasileiros.


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